
26 de setembro de 2009
20 de setembro de 2009
Hermes e o escultor
- Quanto custa?
- Um dracma – respondeu o artesão
Hermes então sorriu e continuou a conversa:
- E aquela, de Hera?
- É mais cara.
Hermes avistou ao fundo sua própria estátua. Achava que por ser conhecido pelos homens como Deus do Comércio e Mensageiro dos Deuses, teria um preço mais alto do que o dos demais imortais que habitavam o Monte Olimpo. E então perguntou:
- E a estátua de Hermes, quanto custa?
- Se você comprar as outras duas pode levar a de Hermes de graça...
Moral:
Quem se acha mais importante que os outros acaba valendo menos do que espera.

Frase do dia
Chico Xavier
Gostei muito desta, Sônia!
13 de setembro de 2009
desabafo
Assim, pra quem não me conhece deixa eu lhes contar um pouco desta minha saga: até os 24 anos eu pesava exatos 50 Kg (uiiiii....) distribuidos pelos meus 1,60 (os mesmos de hoje... é, infelizmente não cresci mais!) Desta forma, era o que se pode chamar de MAGRA. Minha infância/adolescência foi marcada pela tentativa de engordar "enlouquecidamente", uma vez que não suportava os termos "pejorativos" que me eram atribuidos (seca, Olívia Palito, etc.) Veja a ironia do destino. Hoje, me encontro nesta lamúria porque preciso, DESESPERADAMENTE, emagrecer.
Bem, com 24 anos engravidei de meu primeiro filho, hoje com 16 anos (ah, façam vcs as contas..). E engordei, gente, COMO engordei! Tipo assim: 28 KG. Tá bom pra vcs??? Mas, tudo bem, emagreci. Sim, TODOS os 28Kg!!! Dieta, academia, dieta, passar fome, dieta.... E os anos foram passando.... Cheguei a pesar 55 Kg, meu peso ideal. De 10 anos pra cá, fui engordando, engordando, engordando....... Algo como um 1,5 kg por ano, se é que vcs me entendem. Há 5 anos tive minha segunda gestação, engordei 15 kg, legal. Sim, legal se eu já não estivesse com 5 kg acima do peso... Ganhei a menina e, desde então, sou praticamente a "sanfona do Borguetinho"... Engorda, emagrece, engorda, engorda, emagrece, engorda..hehehe.. É, vai rindo!!!
Li no blog "sonho:ser magra" : preciso fazer uma redução de cérebro e achei o máximo... É isso, esta é a solução. Sim, porque definitivamente, não consigo me motivar.
Depois da segunda gestação, desenvolvi hipotireoidismo(tireoidite de Hashimoto), faço acompanhamento com endócrino, psicoterapia, tomo ansiolítico e antidepressivo, e, pior, ainda sou uma profissional da saúde, ou seja, totalmente ciente dos "malefícios da obesidade".
E atividade física, então, praticamente um castigo a estas alturas do campeonato. Não, não e não. Não consigo levantar a bunda da cadeira e caminhar na praça, que seja (uma quadra de casa).
Cara, isto vai me matar. Tem dias que me dá uma crise compulsiva(e uma crise de descaramento total, também) e ninguém me segura... mando ver no chocolate, na rapadurinha, nos biscoitos...tá, ninguém tenta mesmo... não que eu queira culpar alguém pelo meu excesso de peso, mas a parceria é um fator motivacional importante, não concordam?
A verdade, a grande verdade, é que preciso dar um jeito nesta situação, URGENTE! Ou seja, é imprescindível que se estabeleça uma meta quanto a esta questão (tenho outras pendentes, mas isto é assunto pra outra hora...). Sim, e como se diz, em liderança gerencial, jamais perder o foco!!!
Esta semana vou fazer uma lista de determinações para o próximo semestre, e vou tentar seguir.
Ih, acho que não tô legal... Deu pra perceber???
Assim sendo, vou parando por hoje.
Estou tentando ser mais assídua com meu blog. Sei lá se alguém o lê, mas é quase como escrever em um diário, sabe?
se alguém quiser comentar, fique à vontade...
beijocas
ser feliz
Uma questão de saber, de determinação:
- é saber domar a fera que pode habitar nosso íntimo.
- é saber fazer o seu próximo feliz...
Uma questão de "percepção":
- é perceber que as almas infelizes
envelhecem mais cedo..
Uma questão de "intenções":
- é não se desejar ao próximo o que
não se quer para si mesmo.
Uma questão de "compreensão":
- é compreender que a grandeza da vida
também se deve aos obstáculos vencidos...
- é comprender que pode ser fácil abrir mão da realidade,
mas que pode não não ser tão fácil abrir mão de um sonho.
Uma questão de "aprendizado"
- é aprender a se conhecer para se avaliar.
Uma questão de "atitude":
- é demonstrar que as ações dizem mais
que as palavras...
- é predispor-se a proporcionar felicidade ao outro...
Mas, acima de tudo, ter em mente que
ser feliz...é manter o coração tão pleno de amor que não fique espaço para o mal...
Recebi esta mensagem linda de uma amiga, Andréa, que conquistei no meu trabalho. Alguém que admiro muito, por sua força e garra nos momentos tristes e de dor que passou junto ao seu filho, que já partiu, mas que ainda vive presente em nossos corações.Grande beijo.
11 de setembro de 2009
Não sou escravo de ninguém
Ninguém senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E por valor eu tenho
E temo o que se desfaz.
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói.
Estes são dias desleais.
(...)
Reconheço o meu pesar,
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
(...)
É a verdade o que me assombra,
O descaso o que condena,
A estupidez o que destrói.
(...)
Não me entrego sem lutar
- Tenho ainda coração.
Não aprendi a me render:
Que caia o inimigo então.
(...)
E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas para contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer.
Não olhe para trás
- Apenas começamos.
O mundo começa agora
- Apenas começamos.
Renato Russo
(Cantor e Compositor Brasileiro)
Descubra o Amor
Pegue um sorriso
e doe-o a quem jamais o teve...
Pegue um raio de sol
e faça-o voar lá onde reina a noite...
Pegue uma lágrima
e ponha no rosto de quem jamais chorou...
Pegue a coragem
e ponha-a no ânimo de quem não sabe lutar...
Descubra a vida
e narre-a a quem não sabe entendê-la...
Pegue a esperança
e viva na sua luz...
Pegue a bondade
e doe-a a quem não sabe doar... Descubra o amor
e faça-o conhecer o mundo...
10 de setembro de 2009
Por você...
RESILIÊNCIA

Resiliência
Limão e limonada / Tom Coelho
"O problema não é o problema. O problema é sua atitude com relação ao problema." (Kelly Young)
Hoje a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitar que ela adentrasse os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso.
Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: amoxicilina e paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado. Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida...
Hoje problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e depois perdem-se, difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro. ( Limão e Limonada)
As Ciências Humanas estão sempre tomando emprestado das Exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da Física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou à propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em Humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada, saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que não adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E rapidamente, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se forem alimentados. Muitos deles resolvem-se por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula corretamente. A felicidade pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade é quando grandes problemas são bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem não do que nos falta, mas do mal uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que "tristeza não tem fim, felicidade sim". Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias ao invés de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas...
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades, impostas ou auto-impostas, que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza
Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza. Olhe para o céu, agora! Se for dia, o sol brilha e aquece. Se for noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida. (Por Tom Coelho)
Bom, se não der uma limonada, tá valendo uma caipirinha mesmo... Ah, daí fica fácil resistir às adversidades... hehehe
7 de setembro de 2009
5 de setembro de 2009
A DOR QUE DÓI MAIS

Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
Martha Medeiros