29 de setembro de 2012

o melhor de mim...

" Sou forte. Meio doce e meio ácida. Em alguns dias acho que sou fraca. E boba. Preciso de 

um lugar onde enfiar a cara pra esconder as lágrimas. Aí penso que não sou tão forte 

assim e começo a olhar pra mim. Sou forte sim, mas também choro. ...Sou gente. Sou 

humana. Sou manhosa. Sou assim. Quero que as coisas aconteçam já, logo, de uma vez. 

Quero que meus erros não me impeçam de continuar olhando para a frente. E quero 

continuar  errando, pois jamais serei perfeita (ainda bem!). Tampouco quero ser comum e 

normal. Quero ser simplesmente eu. Quero rir, sorrir e chorar. Sentir friozinho na barriga, 

nó no peito, tremedeira nas pernas. Sentir que as coisas funcionam e que tenho que trocar 

de jeito quando insisto em algo que não dá resultado. Quero aprender e, ainda assim, 

continuar criança. Ficar no sol e sentir o vento gelado no nariz. Quero sentir cheiro de 

grama cortada e café passado. Cheiro de chuva, de flor, cheiro de vida. Aprecio as coisas 

simples e quero continuar descomplicando o que parece complicado. Se der pra resolver, 

vamos lá! Se não dá, deixa pra lá. A vida não é complicada e nem difícil, tudo depende de 

como a gente encara e se impõe. Quero ser eu, com minha cara azeda e absurdamente

 açucarada. Não quero saber tudo e nem ser racional.Quero continuar mantendo o meu

cérebro no lugar onde ele se encontra: meu coração. E essa é a melhor parte de mim."




Pílula do poeta

Pílula do poeta, vinda da Casa de Cora Coralina, em Goiás, trazida por uma amiga muito especial.Amei!

11 de agosto de 2012

lindo..


"Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: 

Proibido cantar. Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, 

um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-

bagagem. Ou seja: Ainda existe gente que canta, ainda 

existe gente que brinca."



[Eduardo Galeano]

27 de junho de 2012

Frase do dia


"Li em algum lugar que há uma regra de decoração que 

merece ser obedecida: para onde quer que se olhe, deve 

haver algo que nos faça feliz!..."


(Martha Medeiros)


Regra que sigo na "minha casinha"...

Martha Medeiros


"...Não me interessa onde você mora e nem quanto dinheiro você ganha, eu quero saber se é capaz de acordar depois da noite do luto e do desespero, exausto e ferido até a alma, e fazer aquilo que precisa ser feito."


                                      


lindo...


                                                 Fabrício Carpinejar

Eu decorei suas fraquezas, acalmei seus pesadelos. Conheço histórias de sua infância, dores e repulsas.

Sou sua caixa-preta, sua cópia de segurança, seu diário, seu esconderijo na parede.

Poderia imitar sua caligrafia, poderia escrever sua biografia, listar o material escolar da 5ª série, recordá-la da capa de bichinhos coloridos da cartilha Alegria de Saber.

Você não escondeu nenhuma resposta de minhas perguntas. Nenhuma gaveta para a minha curiosidade.

Nunca se revelou tanto para outra pessoa. Expôs quem odiava no Ensino Médio, quem amava, quais as gafes e as covardias que experimentou na escola.

Confidenciou aquilo que seu pai gritou e que magoou fundo, aquilo que sua mãe omitiu e feriu fundo.

Não tem anticorpos contra mim. Baixou as armas, depôs a mínima resistência.

Se você me escolheu para confiar, devo ter o dobro de tato para falar contigo, o triplo de responsabilidade. Qualquer um conta com o direito de falhar, qualquer um desfruta da possibilidade de errar, menos eu. Sou o que realmente estudou seus pontos fracos e o lugar de suas veias.

Perdi a desculpa do acidente, a vantagem do lapso.

Sou o mais perigoso, portanto tenho a obrigação de defendê-la de mim. Tudo o que ouvi a seu respeito não posso empregar para agredi-la. Cada desabafo que me confiou não serve para nada, a não ser para amá-la.

Não tem finalidade doméstica, nem serventia para fofoca, é uma amnésia alegre: escuto, sorrio e consolo.

Não ouso soprar verdades sem sua permissão. São arquivos protegidos.

Quem ama mergulha em hipnose regressiva, firmamos um código de quietude e cumplicidade, de zelo e compromisso.

Intimidade é um conteúdo perigoso, tóxico, explosivo. Há os casais que esquecem que estão levando a valiosa carga e transformam a catarse em tortura psicológica, em chantagem emocional, em sequestro moral.

Suas confidências morrem comigo ou eu vou morrer nelas. Não podem retornar numa briga. Que eu morda a língua, queime a boca, mas não use jamais seus segredos. Aquilo que você me disse não é para ser devolvido. Todo segredo é um sino sem pêndulo.

Não importa o que faça ou as razões da raiva, é covardia distorcer suas lembranças.

Não posso rifar seus problemas, nem propor leilão dos seus medos.

Minha namorada, minha noiva, minha mulher, meu amor.

Eu prometo cercar seu silêncio com meu silêncio.

Não nasci para julgá-la, mas para me julgar e, assim, merecê-la.

Este texto foi publicado na Zero Hora (jornal local), por ocasião do dia dos namorados.
Verdadeiro... totalmente verdadeiro...
Jamais devemos nos utilizar de fatos ditos em momentos de cumplicidade com quem você ama, para atingir este alguém, em momentos de confronto,  como se tivéssemos o direito de remexer nas dores e nas feridas do outro...
Lamentável quando isso ocorre...

9 de maio de 2012







  trabalhinhos feitos por mim... o último, confecção do maridex... rss

9 de abril de 2012

Felicidade Luiz Tatit

Não sei por que eu tô tão feliz
Não há motivo algum pra ter tanta felicidade
Não sei o que que foi que eu fiz
Se eu fui perdendo o senso de realidade
Um sentimento indefinido
Foi me tomando ao cair da tarde
Infelizmente era felicidade
Claro que é muito gostoso
Claro que eu não acredito
Felicidade assim sem mais nem menos é muito esquisito
Não sei por que eu tô tão feliz
Preciso refletir um pouco e sair do barato
Não posso continuar assim feliz
Como se fosse um sentimento inato
Sem ter o menor motivo
Sem uma razão de fato
Ser feliz assim é meio chato
E as coisas nem vão muito bem
Perdi o dinheiro que eu tinha guardado
E pra completar depois disso
Eu fui despedido e estou desempregado
Amor que sempre foi meu forte
Não tenho tido muita sorte
Estou sozinho, sem saída, sem dinheiro e sem comida
E feliz da vida!!!
Não sei por que eu tô tão feliz
Vai ver que é pra esconder no fundo uma infelicidade
Pensei que fosse por aí, fiz todas terapias que tem na cidade
A conclusão veio depressa e sem nenhuma novidade
O meu problema era felicidade
Não fiquei desesperado, não, fui até bem razoável
Felicidade quando é no começo ainda é controlável.
Não sei o que foi que eu fiz
Pra merecer estar radiante de felicidade
Mais fácil ver o que não fiz
Fiz muito pouca aqui pra minha idade
Não me dediquei a nada
Tudo eu fiz pela metade, porque então tanta felicidade
E dizem que eu só penso em mim, que sou muito centrado
Que eu sou egoísta
Tem gente que põe meus defeitos em ordem alfabética
E faz uma lista
Por isso não se justifica tanto privilégio de felicidade
Independente dos deslizes dentre todos os felizes
Sou o mais feliz.
Não sei por que eu tô tão feliz
E já nem sei se é necessário ter um bom motivo
A busca de uma razão me deu dor de cabeça, acabou comigo
Enfim, eu já tentei de tudo, enfim eu quis ser consequente
Mas desisti, vou ser feliz pra sempre
Peço a todos com licença, vamos liberar o pedaço
Felicidade assim desse tamanho
Só com muito espaço!

23 de janeiro de 2012

PEDAÇOS DE MIM


Eu sou feito de sonhos interrompidos,
detalhes despercebidos e amores mal resolvidos.
Sou feito de choros sem ter razão,
pessoas no coração e atos por impulsão.
Sinto falta de lugares que não conheci,
experiências que não vivi e momentos que já esqueci.
Eu sou amor e carinho constante,
distraída até o bastante e não paro por instante.
Já tive noites mal dormidas, perdi pessoas muito queridas e
cumpri coisas não prometidas.
Muitas vezes eu desisti sem mesmo tentar,
pensei em fugir para não enfrentar,
sorri para não chorar.
Eu sinto pelas coisas que não mudei, amizades que não cultivei, aqueles que eu julguei e coisas que eu falei.
Tenho saudades de pessoas que fui conhecendo,
lembranças que fui esquecendo, amigos que acabei perdendo,
mas continuo vivendo e aprendendo.

By Martha Medeiros

2 de janeiro de 2012